Xangô



Xangô lembra em muito o Zeus da mitologia greco-romana. Assim como seu correspondente europeu, é uma divindade ligada à força e à justiça, detendo poderes sobre os raios e trovões, demonstrando nas lendas a seu respeito, uma intensa atividade amorosa.
É atribuído a ele o reino sobre a cidade de "Oyo. Seu nome está sempre ligado a força, especialmente ao poder qure dificilmente é contestado. É um Orixá autoritário e poderoso, que sabe despertar nos humanos o respeito por sua determinação, decidindo sobre o bem e o mal, possuindo capacidade de inspirar a aceitação inconteste por suas decisões, não só por seu poder repressivo, mas como pela sua retidão inquebrável.
Misticamente o raio é uma de suas armas, que ele envia como castigo, nunca impensado ou arrebatado, mas sim como final de um processo onde tudo é medido.
Toda essa imagem faz com que Xangô seja associado à firmeza da rocha: duro e estável.
Seu axé está concentrado genericamente nas pedras, principalmente aqueles resultantes da destruição provocada pelos raios.
Xangô teria como seu ponto fraco, a sensualidade devastadora e o prazer, sendo apontado como uma figura vaiodosa em muitas lendas e cantigas, tendo três esposas: Iansã, Oxum e Obá, esta última não cultuada na Umbanda.
Aos filhos de Xangô atribui-se um tipo forte, mas com certa quantidade de gordura e uma tendência a obesidade, assemelhando-se tal qual a um tronco forte e largo em oposição à altura. 
Seus filhos apresentariam uma forte dose de energia e de auto-estima, uma consciência de que são importantes, dignos de respeito e que sua opinião sobre qualquer tema será decisivo. Costumam ainda possuir possuir certo requinte ou pelo menos ser bastantes educados, porém não aceitam facilmente o questionamento, especialmente se já tiverem considerado encerrado o assunto em questão. Quando contrariados podem tornar-se violentos e incontroláveis, momento em que resolvem tudo de maneira impensada r quando em vez destruidora, mas feita a "justiça", retornam a seu comportamento normal. São fortemente atraídos pelo sexo opsto, cuja conquisat sexual assume lugar de destaque em sua vida.
 
Saudação: "Kawô-Kabyesilé"
Símbolo: "Oxé" (machado de duas lâminas estilizados) ou dois machados cruzados (Umbanda)
Otá: pedra marrom ou branca da cachoeira
Cores: marrom e branco
Sincretismo: São Jenônimo (principal) - 30 de setembro
Dia da Semana: 4ª. feira